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“BEM BLACK”: Thiaguinho disponibiliza álbum completo

Segunda parte do lançamento traz mais nove músicas, sendo três regravações e seis inéditas. Negra Li, Sandra Sá e Walmir Borges participam do último ato do disco.

Segundo ato de “Bem Black”! O álbum do cantor Thiaguinho foi disponibilizado na íntegra à 0h desta sexta-feira (27) para o público nas principais plataformas de música. O lançamento busca contribuir, mas, sobretudo, fazer um tributo à música preta brasileira.

“Eu estou muito realizado com o lançamento de ‘Bem Black’. Um álbum que mexe comigo, feito de vivências e com o objetivo de celebrar a riqueza da cultura preta brasileira. As músicas têm swing, os ritmos têm história e espero que cada um se sinta representado. É para dançar, ser feliz e sentir orgulho”, afirma Thiaguinho sobre o lançamento.

Ao selecionar os feats do 24º álbum de sua carreira, Thiaguinho escancara o requinte da cultura brasileira ao mesmo tempo que celebra sua diversidade. No segundo ato, o público encontra a sofisticação instrumental de Walmir Borges; a contemporaneidade urbana de Negra Li e a potência histórica de Sandra Sá.

O álbum é acompanhado de um trabalho audiovisual que, neste volume dois, traz o desfecho da narrativa visual apresentada inicialmente no primeiro lançamento. As gravações aconteceram no tradicional Club Homs, que carrega a energia da Avenida Paulista e sediou inúmeros bailes blacks nas décadas de 1980.

Na faixa inaugural, Thiaguinho abre os trabalhos do lançamento acompanhado do refino musical de Walmir Borges em “Jóia Rara”. Em sequência, o cantor fala de amor (sua especialidade) com “Pensamentos Intrusivos” – música que dificilmente o ouvinte vai conseguir tirar da cabeça.

A regravação de “Curtir um som”, do grupo Fat Family, se bastaria apenas com a parceria entre Thiaguinho e a rainha da música preta brasileira, Sandra Sá, mas o cantor se aproveita da atmosfera criada no salão principal do clube para fazer a introdução da faixa em inglês – momento que remete a como as pessoas se comportavam nos bailes blacks da época.  

Com a presença de Negra Li, “Empoeirado Violão” traz a força da música urbana com traços do R&B nacional em uma canção que fala sobre as dualidades de uma paixão arrebatadora. (Veja cada música no detalhe mais abaixo)

No primeiro ato do álbum, o artista reuniu gerações  com as participações especiais de Sampa Crew, Gaab e Sandra de Sá.  Com estas colaborações, o cantor deixou claro que o disco é um projeto coletivo e um convite para que os mais jovens carreguem esse legado adiante. 

As construções musicais apresentadas por “Bem Black” – do samba ao soul, do R&B ao jazz – apresentam uma obra que celebra identidade, legado e evolução sonora. Tudo isso permeia a essência de Thiaguinho: o pagode. Um álbum que coloca o artista como uma espécie de fio condutor, entre a tradição musical brasileira com a contemporaneidade. Uma renovação da tão rica cultura preta, para que cada um se sinta representado.

FAIXA A FAIXA

Jóia Rara” promove o encontro entre Thiaguinho e a “jóia rara da música brasileira”, Walmir Borges, para uma releitura que detalha a entrega à uma paixão. Canção que fala de um amor irremediável, quando seu hiperfoco está na outra pessoa e sua felicidade acaba dependendo exclusivamente da amada.

“Que hoje eu acordei

E não pensei em nada além

Do que encontrar você

Minha cara, jóia rara, pérola

Ah, eu preciso de você”, diz a música.

A letra de “Pensamentos Intrusivos” detalha a indigesta situação de ter duas situações distintas ao compartilhar um relacionamento. De um lado, a pessoa que sente saudade e sofre. No extremo oposto, aquele que mata a vontade sem falar de amor. O interlocutor deixa claro que faz parte do time dos apaixonados e sofre com os “pensamentos intrusivos”.

“Quase que automaticamente 

Invade a minha mente

Flashes quentes… Nós dois no sofá!

Não sei porque ainda dou ouvidos

Malditos pensamentos intrusivos”, diz a letra.

Achar a pessoa ideal parece missão impossível em alguns momentos, mas quando se tira a sorte grande, a vontade é ficar com a pessoa amada “Antes, Durante, Depois”.

“Nesse mundo cheio de gente 

Ganhei de presente esse sorrisão

Antes, durante, depois

Tipo diamante, nós dois”.

A faixa seguinte fala da clássica situação de quando duas pessoas não têm certeza se oficializam um relacionamento recente. Por que isso acontece? Seria medo de ser feliz? E, nessa história de ficar “Brincando de namorar”, é bom ter cuidado para não perder o outro. Talvez a saída seja postar uma foto do casal na internet e ver o que acontece.

“Deixa eu postar aquela foto

Deixa o nosso amor virar assunto

Deixa eu mostrar pro mundo 

Que a partir de agora a gente tá junto”.

Na releitura de “Curtir um som”, Thiaguinho abre a faixa fazendo a introdução em inglês – uma novidade de “Bem Black” em relação à canção original. Num cenário que remete aos bailes black dos anos 80, ele desce as escadarias do palco do Club Homs, em São Paulo, para ir ao encontro da rainha da música preta brasileira, Sandra Sá. 

Entre um gole e outro, a cantora recebe Thiaguinho para um dueto. A letra fala sobre uma pessoa que descobriu um amor acachapante e se sente realizada e satisfeita.

“O meu sol não vai brilhar com você longe de mim 

Eu não posso controlar 

Não tem jeito de fugir

Eu não posso me afastar de ti”.

Em “Duas da manhã”, a noite está fria em São Paulo e só a presença de um amor conseguiria aquecer um coração apaixonado. O eu-lírico arrisca procurar a amada pelas ruas geladas da cidade, tem sorte e encontra. Por que não fazer um convite?

“E aí? Que tal fugir pro meu apê?

Achei você

Coincidência linda 

Partiu, tim tim, fechou 

Eu e você nunca vai ser

Coincidência linda”, diz a música.

Os desencontros de um relacionamento a dois podem machucar e, claro, deixar saudade. “Empoeirado violão” fala sobre uma pessoa que não quer se dedicar completamente ao amor, mas sente saudades de quem perdeu. E, nos casos de extrema ausência, até o instrumento musical sente falta.

“Sabe aquele empoeirado violão?

Fez mais uma canção

Foi de verdade

Ele também tá sentindo saudade”.

Com uma introdução que nos faz lembrar de “Rock with you”, música de Michael Jackson lançada em 1989, “Cara de paz” fala de uma pessoa que não apenas encontrou uma paixão, mas alguém que chegou para somar. A música que exemplifica que o amor compartilhado traz benefícios para ambas as partes.

“Aí olha o que cê fez de mim

Eu curti

Cresci, como eu mudei enfim 

E assim tô sendo o que eu sempre quis 

Mais feliz”.

A faixa de encerramento do álbum não poderia ser outra. Thiaguinho propõe um brinde, regado a muito samba, para celebrar a preciosidade que apresenta ao público. “Bem Black” pulsa a cultura preta brasileira, com som e balanço inconfundíveis. Todos os caminhos nos levam a celebrar cantando a última faixa do álbum, afinal: “Tudo acaba em samba”.

“Hoje o patrão me liberou mais cedo

Eu tô doidinho pra encontrar com ela

Cervejinha no balde de gelo

É diferente o samba de favela”.

FICHA TÉCNICA

Direção Geral: Thiaguinho e Ellen Barbosa

Direção Musical: Thiaguinho e Wilson Prateado

Direção de Projetos e Produção: Grazi Caetano

Direção Artística: Miguel Cariello (Full Music) e Douglas Aguillar e Fran Landhin (Gogacine)

Direção de Vídeo: Douglas Aguillar e Fran Landhin (Gogacine)

Direção de Arte e Cenografia: Zé Carratu

Marketing e Marcas: Mahall Prado

Gestão Administrativo/Financeiro: Anne Dourado

Produção Artística: Bruna Alt 

Produção Técnica: Marcus Nogueira 

Produção Operacional e de Serviços: Leonardo Zocharato

Light Designer: Arthur Farinon 

Assistente de Ligthing Designer: Anngley Moraes

Conteúdos LED: Chroma Garden 

Estrutura: Mario Box 

LED e Iluminação: Wolf 

Sonorização: Gabisom

Captação de Áudio: Maurício Pinto e Gabriel Vasconcelos (Estúdio Century)

Mixagem e Masterização: Gabriel Vasconcelos (Estúdio Century)

Assistente de Mixagem e Edições: Daniele Andrade

BANDA DO PODER

Direção Musical e Baixo: Wilson Prateado

Bateria: Fábio Viotto

Cavaco: Nando Martins

Pandeiros: Nego do Pandeiro

Percussão Geral: Rogerinho Nagô

Surdo: Gabriel Barriga

Teclados: Anselmo Lima

Violão: Ian Félix

Vocais: Danilo Oliveira e Junior Pulgão

MÚSICOS CONVIDADOS:

Guitarras: Walmir Borges 

Percussão Geral: Gonzalez 

Saxofones: Danilo Sinna, Levy Carvalho e Marcelo Braga 

Trompetes: Gesiel Nascimento e Jorginho

Trombone: Rafael Rocha

Vocais: Erick Jordan 

EQUIPE DO PODER:

Produção Geral: Fernando Pirituba

Logística: Luana Barreto

Secretário: Adriano Oliveira

RSVP e Fã-Clubes: Carol Bicev

Técnico de PA: Gabriel Vasconcelos

Técnico de Monitor: Lucas Esdras

Técnico de Luz: Ricardinho Oliveira

Roadies: Michael Slow, Paulo Xuxa e Vanderlei Russo

Cenotécnico: Adelino Pequeno

Técnico de LED: Thiago Ramos

Segurança: Robinson

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