Novo álbum chega com 14 faixas inéditas, participações especiais e mostra que Mick Jagger, Keith Richards e companhia continuam criativos após mais de seis décadas de carreira
Os Rolling Stones lançaram nesta sexta-feira (10) ‘Foreign Tongues’, o novo álbum de estúdio da banda britânica que chega como uma celebração da longevidade artística de um dos grupos mais importantes da história do rock. O trabalho apresenta 14 faixas inéditas, mantém a essência do blues e do rock que consagrou o grupo e sucede o premiado Hackney Diamonds, lançado em 2023. O disco marca mais um capítulo da trajetória de Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood, que continuam produzindo música nova mesmo após mais de 60 anos de estrada.
Produzido pela banda em parceria com Andrew Watt, responsável também por trabalhos recentes de grandes nomes da música internacional, Foreign Tongues aposta em uma mistura entre a sonoridade clássica dos Stones e elementos modernos de produção. O álbum reúne faixas como “Rough And Twisted”, “In The Stars” e “Jealous Lover”, apresentadas como prévias antes do lançamento oficial.
O novo projeto chega em um momento especial para os Rolling Stones. Depois do sucesso mundial de Hackney Diamonds, que venceu o Grammy e colocou novamente a banda no topo das paradas, o grupo mostra que aquele retorno aos estúdios não foi apenas uma homenagem ao passado, mas uma nova fase criativa.
Um novo capítulo na história dos Rolling Stones
Ao longo de sua carreira, os Rolling Stones construíram uma identidade baseada na combinação entre riffs marcantes de guitarra, influência do blues americano, letras provocativas e performances que atravessaram gerações. Com Foreign Tongues, a banda mantém esses elementos fundamentais, mas apresenta uma produção atualizada para dialogar com novos públicos.
O álbum chega como o 25º trabalho de estúdio da banda e representa uma continuidade do processo criativo iniciado nos últimos anos. A decisão de voltar rapidamente ao estúdio surpreendeu fãs que imaginavam que Hackney Diamonds poderia ser um encerramento simbólico da carreira fonográfica do grupo.
Em vez disso, Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood escolheram seguir criando.
A nova coleção de músicas reforça uma característica histórica dos Stones: a capacidade de transformar experiências acumuladas ao longo da vida em novas composições. O grupo, que surgiu nos anos 1960, continua explorando temas relacionados ao tempo, relacionamentos, sociedade e as mudanças do mundo contemporâneo.
A produção de Andrew Watt ajudou a equilibrar tradição e renovação. O produtor trouxe uma abordagem moderna sem retirar dos Stones aquilo que sempre foi sua marca registrada: a energia das guitarras, a presença vocal de Mick Jagger e a química entre os integrantes.

Participações especiais ampliam a experiência do álbum
Um dos destaques de Foreign Tongues está nas participações especiais. O álbum conta com colaborações de nomes importantes da música mundial, incluindo Paul McCartney, Robert Smith, do The Cure, Steve Winwood e Chad Smith, baterista do Red Hot Chili Peppers.
A presença de convidados reforça uma tradição dos Rolling Stones de trabalhar ao lado de grandes artistas. Ao longo da carreira, a banda já dividiu estúdios e palcos com alguns dos maiores nomes da música, sempre buscando novas possibilidades criativas.
Outro momento marcante do disco envolve a participação de Charlie Watts. O lendário baterista, que morreu em 2021, deixou registros utilizados em algumas faixas, tornando o álbum também uma homenagem ao músico que ajudou a definir o som dos Rolling Stones durante décadas.
A relação entre Charlie Watts e os Stones sempre foi considerada uma das bases da estabilidade da banda. Mesmo sendo conhecido por um estilo discreto fora dos holofotes, o baterista tinha papel fundamental na construção do ritmo que sustentava os clássicos do grupo.
A energia dos Stones permanece intacta
Um dos maiores desafios para artistas veteranos é conseguir lançar trabalhos novos sem depender apenas da nostalgia. Em Foreign Tongues, os Rolling Stones tentam justamente escapar dessa armadilha.
O álbum não funciona apenas como uma lembrança dos grandes momentos do passado. A banda apresenta músicas inéditas, novas ideias e uma sonoridade que busca dialogar com o presente.
A voz de Mick Jagger continua sendo um dos principais elementos do projeto. Aos 80 anos, o cantor mantém a intensidade que marcou sucessos como “Satisfaction”, “Paint It, Black” e “Start Me Up”.
Keith Richards também segue como peça essencial da identidade do grupo. Seus riffs de guitarra continuam funcionando como assinatura sonora dos Stones, enquanto Ronnie Wood mantém sua característica mistura de técnica e personalidade.
O resultado é um álbum que combina experiência e energia, mostrando que a criatividade da banda permanece ativa.
Lançamento reacende expectativa por novos shows
Além do lançamento do disco, os fãs também acompanham as possibilidades de uma nova turnê dos Rolling Stones. Mick Jagger comentou sobre o desejo da banda de voltar aos palcos para apresentar as novas músicas ao público.
A possibilidade de uma nova série de apresentações reforça uma das maiores características do grupo: a relação com performances ao vivo.
Durante décadas, os Rolling Stones construíram uma reputação como uma das maiores bandas de palco da história. Grandes turnês internacionais ajudaram a transformar o grupo em um fenômeno mundial, reunindo milhões de fãs.
Com Foreign Tongues, a expectativa é que novas músicas dividam espaço com clássicos que atravessaram gerações.
Um legado que continua sendo construído
O lançamento de Foreign Tongues confirma um fenômeno raro na indústria musical: uma banda formada nos anos 1960 ainda consegue despertar interesse global com material inédito.
Enquanto muitos artistas dependem exclusivamente da memória dos grandes sucessos, os Rolling Stones continuam apostando na criação. O novo álbum mostra uma banda consciente de sua história, mas que não pretende viver apenas dela.
Mais do que um novo disco, Foreign Tongues representa a continuidade de uma trajetória marcada por inovação, resistência e paixão pela música.
Depois de mais de seis décadas, os Rolling Stones continuam provando que o rock ainda tem espaço para novas histórias.












